terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Futebol - Melhores do Ano # 2

Para quem gostou do 1º vídeo, aqui segue outro do género

Cortesia TVGolo (www.tvgolo.com)

Futebol - Melhores do Ano #1

Aqui vai um vídeo com alguns daqueles "funny moments" que sempre gostamos de ver no final de cada ano...

(obrigado ao TVGolo - http://www.tvgolo.com/)


quinta-feira, 26 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mais valia estar quieto....MESMO



Perante isto acho que não é nada abusivo dizer "até a minha avózinha marcava isto"!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ó tempo volta pra trás!

Ponto Prévio: Estou a ficar velho!

Os desportos americanos têm esta particularidade. Homenageiam as suas estrelas maiores, em vida. E com a devida pompa e circunstância. Aqueles que verdadeiramente elevaram o jogo de alguma forma são reconhecidos por isso mesmo numa cerimónia em que são integrados no Hall of Fame. Bonito não é?

E o que me levou a falar desta cerimónia em particular? É que a classe de 2009 que vai integrar o mítico Hall of Fame da NBA distingue 3 jogadores que me habituei a ver quando em míudo comecei a gostar desta competição. David Robinson, John Stockton e um tal de Michael Jordan.

É verdade. Aqueles super atletas que me habituei a ver de uniforme e com uma bola de basquetebol na mão são hoje em dia respeitáveis senhores de fato, com uns quilos a mais, mas ainda com o brilho nos olhos com que sempre nos habituaram.

É claro que é inevitável concluir que estou a ficar velho. Os meus ídolos de infância fazem agora parte do Hall of Fame!

No vídeo abaixo podem ver alguns trechos da cerimónia. Com a presença de Michael Jordan - o melhor intérprete de sempre da modalidade, sem quaisquer dúvidas - esta foi uma cerimónia particularmente concorrida e que despertou um interesse invulgar.



Aqui podem ver o discurso emocionado e emotivo de Michael Jordan. Foi humilde, carinhoso para com todos os que fizeram parte da sua carreira e vida, contou histórias que ninguém conhecia e revelou as origens da sua competitividade extrema. Numa só palavra: Classe. Divirtam-se tanto como eu me diverti.


p.s. se quiserem ver mais vídeos da cerimónia podem encontrá-los aqui

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Reportagem Deliciosa...

Aqui fica uma forma original de fazer uma crónica sobre um jogo de futebol. Ninguém o faz como os brasileiros...



Já agora, gostaram do pormenor da mãe?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Palestra Decisiva

No mundo do futebol já se viu tudo ou quase tudo no que a estratégias de motivação diz respeito.

Pois bem.... que dizer do vídeo que Pep Guardiola preparou para os seus pupilos aquando da Final da Liga dos Campeões? Este vídeo foi elaborado a pedido do treinador da equipa mais fantástica do mundo para ser exibido exactamente antes do jogo começar

Depois disto era mesmo chegar, ver e vencer...

sábado, 9 de maio de 2009

Coração (de Adepto, Jogador e Treinador) Sofre

O jogo em questão é nem mais nem menos que a final da Taça da Grécia. Resultado final: 4-4. Imaginem o espectáculo. Mas não satisfeitos com isso, os gregos ao chegar às marcações de penaltis decidiram chegar ao belo resultado de 15-14! O vencedor? Não é que seja o que mais interessa neste caso, mas para todos os efeitos foi o Olympiakos.

Ah! e o heróis acabou por ser o velhinho Guarda-Redes Nikopolidis que marcou 2 (!!!) penaltis, incluindo o da vitória!






p.s. acho que no fim eles os adeptos e jogadores já pensavam qualquer coisa do estilo: "epá ganhe quem ganhar, já só quero é que isto acabe!"

terça-feira, 14 de abril de 2009

Volta ao Alentejo – Uma Paixão


Foi uma semana de grande intensidade aquela que vivi no Alentejo, às voltas com a Alentejana pelo 2º ano consecutivo. O que me levou lá? Costumo ouvir dizer a alguns artistas ou por vezes a desportistas a seguinte frase: “Faço o que gosto e ainda por cima sou pago por isso”. Foi isso mesmo. Fiz o que gosto e ainda para mais recebi por isso. Foi o Gabinete de Imprensa que me fez voltar à Volta. Ajudar à organização da prova, no que ao facilitar a tarefa dos jornalistas presentes diz respeito. Mas a Volta ao Alentejo é muito mais que isso…

Chegado a Lisboa, é hora de retomar a realidade interrompida por uma semana. E como se consegue voltar ao ritmo da capital depois de uma semana quase principesca por terras alentejanas? Como habituar os olhos e os ouvidos à desordenação, ao caos, ao ruído, a toda a poluição que marca o dia-a-dia lisboeta? Tudo isso contrasta gritantemente com a acalmia que trazia comigo. O mar em Milfontes, a simpatia de Odemira, as planícies de Beja, a largura de Nisa, a beleza de Évora, o verde que por esta altura marca a paisagem Alentejana…

Na Volta ao Alentejo em Bicicleta vive-se muito mais do que uma prova de ciclismo; que no fundo é o que nos trás a todos àquela convivência. Não. Definitivamente a Alentejana não é só ciclismo. É isso e muito mais. É amizade, conversas longas pela noite fora, comes e bebes (mais estes que aqueles), tradição, gargalhadas, rever os amigos de muitos quilómetros calcorreados, liberdade (sim, liberdade para nos libertarmos das amarras do quotidiano durante aqueles dias), muitas noites perdidas, gargalhadas. Espera. Repeti gargalhadas? Não foi por acaso. De tanto rir e sorrir acho que acabei por ganhar mais umas quantas rugas para a posteridade.

“Próxima paragem, Alameda”. O Metro. Esse marco que assinala de forma inconfundível o retorno à minha vida. “Acorda! A Volta acabou.” Aqui a vida tem outro ritmo. Ou melhor, a vida aqui tem ritmo. Lá em baixo os dias pareceram passar como se fossem semanas ou meses. É incrível como, tendo estado fora por apenas 6 dias, me parece que estive fora 6 meses. A palavra certa? Intensidade.

Cheguei ao destino. Agora resta-me guardar todas as memórias que trouxe comigo naquela caixa vermelha onde outrora também guardei as da Volta a Portugal, do Dakar, do Moto GP… a caixa vermelha que na sua simplicidade não deixa adivinhar o seu conteúdo. É apenas e só isso. Uma caixa vermelha. “Que caixa tão feia”, dizem-me. Sorrio. Ninguém sabe o prazer que tenho de cada vez que a (re)abro.

“Vens com sotaque.”; Dizem-me, troçando do meu ligeiro arrastar de palavras.
“Com sotaque?”; pergunto incrédulo. “Mas foi só uma semana.”

É verdade, foi só uma semana. Daqui a outra o sotaque já se foi, tal como o prazer que tive por aí, que aos poucos se desvanece nas teias da memória. Após o interregno alentejano é altura de voltar às corridas diárias. Tal e qual um ciclista deslizando sem sobressaltos pelas planícies alentejanas. Já agora sem quedas, de preferência. Prefiro visitar o médico da prova apenas e só na sua tertúlia de Juromenha…(esta dava pano para mangas)

Um abraço a todos os Alentejanos (ou não) que vivem e fazem viver a Volta ao Alentejo. Obrigado por me fazerem sentir da vossa “família” uma semana por ano, nos últimos 2 anos.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Visita.... Presidencial



Porque o Presidente Obama é fã dos Chicago Bulls, nada melhor do que um jogo dos Chicago em Washington para fazer uma visita à sua equipa preferida.

Engraçado como o Presidente dos E.U.A. se senta nos 'front seats' junto dos fãs, distribuindo sorrisos e cumprimentos por todos. A América no seu melhor

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Atletico Madrid – 2 v F.C. Porto – 2 – 1/8 Final Liga Campeões

Antevisão

Desde que se soube a sorte que coube aos dois clubes no sorteio que este embate foi amplamente prognosticado e falado. Mais até do que o jogo que envolve a outra equipa portuguesa ainda em prova, o Sporting.

Os motivos eram vários. Para já porque o choque de forças neste caso aparentava ser mais nivelado. O Atlético possui excelentes jogadores ao que o Porto contrapõe com um grande nível de experiência do clube na história recente desta prova. Por outro lado existiam também vários pontos de contacto entre os 2 clubes. Futre, Maniche, Paulo Assunção, Seitaridis...

A questão que sempre se levantou foi só uma. Será que a soma das individualidades do conjunto madrileno era superior ao bloco portista, assente numa grande entreajuda e experiência internacional?

O Jogo

O início não podia ter sido mais esclarecedor no que à resposta às questões existentes diz respeito. Começou melhor o Atlético, fruto de uma excelente jogada colectiva, respondeu de imediato o Porto com 2 situações claras de golo. Ai ficou definido o rumo do jogo. Um Atlético a querer justificar o estatuto de favorito, tentando até à exaustão repetir a fórmula do sucesso no 1º golo, e um Porto mais adulto, mais perigoso, em suma, mais equipa.

Não só respondeu ao golo inaugural como colocou diversas vezes a nu a fragilidade defensiva do adversário. E foram tantas as oportunidades desperdiçadas. Lisandro e Hulk assumiram o rosto de principais perdulários.

O que mais me impressionou neste jogo foi a enorme demonstração de classe da equipa azul-e-branca. Se é nestes jogos que se mostra quem é quem e qual o espírito com que se encaram estes ambientes, então o Porto mostrou porque é que é desde há uns anos a melhor equipa portuguesa. Se a nível interno essa verdade é por vezes posta em causa, é nos jogos europeus que o Porto tem mostrado a maior classe que tem. É a equipa que melhor sabe ler o jogo e reage a ambientes de muita pressão. Às tantas, enquanto via a demonstração de superioridade total do Porto, questionei-me sobre como seria o jogo se em vez do Porto estivesse o Benfica ou o Sporting. Não acredito que a perder por 2-1 qualquer uma das equipas partisse para cima do Atlético como o Porto caiu. Provavelmente assistiríamos a um conformismo relativo ao resultado numa atitude que privilegiasse uma eventual recuperação na 2ª mão. O Porto não só encostou o Atlético à sua baliza enquanto perdia, como mesmo depois de lograr o empate prosseguiu na sua demanda pela vitória. Excelente atitude.

Jogadores

Atlético Madrid


Da lado dos colchoneros os destaques que faço são-o sobretudo pela negativa. Seitaridis esteve muito apagado e comprometeu várias vezes tal como toda a defesa, Simão completamente desastrado com bola, Aguero inexistente, Maxi Rodriguez e Forlán muito empreendedores mas também pouco esclarecidos. Gostei apenas de (re)ver Paulo Assunção. Excelente actuação a relembrar os tempos do Porto sobretudo ao nível da entrega de bola sempre jogável e no excelente posicionamento em campo.

Porto

Pela negativa apenas me ocorre um nome: Helton. Se é verdade que um lance destes acontece
aos melhores, não é menos verdade que o brasileiro já custou uma eliminação anterior à sua equipa – às mãos do Chelsea em 2007. Quanto aos restantes valorizo sobretudo a acção de Raul Meireles, Lucho, Lisandro, Cristian Rodriguez e, uma vez mais, Hulk. A equipa do Porto esmagou o adversário com a sua inteligência e movimentação. Faltou apenas o golpe final.

2ª Mão

Se é verdade que o Porto foi muito superior em Madrid, isso não significa que no jogo d 2ª volta o cenário se repita. São jogos com características diferentes. A pressão vai estar do lado do Porto nesse jogo e o Atlético poderá muito bem vir a beneficiar de uma abordagem mais cautelosa e matreira ao jogo. Acredito acima de tudo que vai ser um grande jogo com emoções bem à solta.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sporting - 3 v Benfica – 2 – 21.02.2009 – Incontestável Vitória Leonina

Enquadramento

No Sábado desloquei-me ao Estádio de Alvalade para assistir ao derby maior e mais tradicional do futebol português. A expectativa era grande até porque do seu resultado dependia em grande parte o futuro dos 2 grandes de Lisboa neste campeonato. Se bem que à partida era sobretudo decisivo para os leões, para o Benfica a importância não era menor tendo em conta o dilatar da vantagem do Porto na liderança.

Para o jogo a grande surpresa veio do lado leonino. Pedro Silva no lugar de Abel foi uma surpresa que teve a melhor resposta por parte do lateral direito brasileiro. Foi muito activo durante todo o encontro e conseguiu levar facilmente a melhor sobre uma das principais referências encarnadas: José António Reyes.

O Jogo

A partida ficou marcada a meu ver pela incapacidade do Benfica em se apresentar de forma concentrada e modesta perante o seu oponente. É claro que do outro lado o mérito é também muito grande. O Sporting conseguiu, sobretudo na 2ª parte, esmagar absolutamente o Benfica. Através de uma dinâmica e de um querer que nunca teve oposição digna por parte do seu eterno rival.

O começo do jogo ficou marcado por um erro de David Luiz logo aos 10 minutos. Num lance completamente inofensivo procurou fintar Liedson em vez de fazer o mais lógico, isto é, o atraso para Moreira. Como se sabe, Liedson não é jogador de virar a cara à luta e muito menos de desistir de qualquer lance. Dessa jogada nasceu o canto que viria a resultar no golo inaugural – aliás um golão por parte do inevitável 31.

O resto da segunda parte foi de domínio benfiquista. Esse domínio teve o apogeu aquando do empate por parte de Reyes. Mesmo sem jogar muito, o Benfica conseguiu limitar em muito a acção do Sporting e chegou justamente ao empate.

Ainda na primeira parte houve um momento que a meu ver foi determinante; quando Derlei rendeu o lesionado Hélder Postiga na frente de ataque comentei com o meu parceiro de bancada que aquela alteração podia vir a ser marcante no jogo sobretudo pelo Efeito-Derlei. E foi. E de que maneira. Juntando-se a Liedson na frente de ataque, Derlei foi incansável na sua luta permanente para arranjar espaços e para procurar importunar sempre o adversário, conseguindo imensos desarmes e roubos de bola. Neste aspecto é totalmente diferente de Hélder Postiga, que é um jogador mais estático e de menos entrega ao jogo.

Ao intervalo, com o jogo empatado, achei que a melhor estratégia por parte de Quique Flores passaria por alterar Yebda (já com um amarelo) por Di Maria, passando Ruben Amorim para o lugar do francês. Aliás o ex-Belenenses foi na minha opinião determinante no jogo anterior frente ao Paços de Ferreira. Não só pelo golo que marcou mas também pela clarividência que trouxe consigo para o miolo do terreno. Com essa alteração penso que Quique Flores enviaria um sinal claro para o seu oponente e também para os seus jogadores. Tal não aconteceu (ou melhor, viria a acontecer com o placard já em 2-1) e a entrada do Sporting na 2ª parte não podia ser melhor…

2 minutos decorridos e já Derlei facturava o 2º golo após um excelente passe de Anderson Polga e (mais) um erro da defesa do Benfica, sobretudo de Sidnei e David Luiz.

Daí para a frente o domínio verde-e-branco foi avassalador. Bolas no poste, pressão constante, ataques sucessivos, bolas salvas sobre a linha, defesa do Benfica em permanente alvoroço (sobretudo David Luiz) e o natural e justíssimo 3-1 a concluir uma jogada brilhante de Bruno Pereirinha, embalado vindo de trás e depois de ultrapassar facilmente David Luiz (quem mais poderia ser?) e de sentar Sidnei.

Até ao final da partida apenas destaco o golo de Cardozo, em mais um sinal de qualidade e inconformismo do paraguaio.

Impressões Finais

O Sporting foi o vencedor mais que justo neste derby. Mostrou ambição e não vacilou num jogo que era, acima de tudo, um teste para os comandados de Paulo Bento. Para a semana o luta pela sobrevivência tem mais um capítulo decisivo na visita ao Estádio do Dragão.
Quanto ao Benfica fica a imagem de uma equipa completamente desgarrada e sem um plano B para as contingências da partida. Apostou num esquema que privilegiava o contra-ataque e o enervar do seu adversário. Não resultou – sobretudo devido aos erros individuais e de concentração colectiva – e não se viu a mínima capacidade de reacção. É impressionante ver como a equipa entrou tão mal na primeira parte e, sobretudo, como vinda do intervalo com um empate moralizador, reentrou completamente com a cabeça fora do jogo, pagando a factura por tamanha desconcentração.

Os Jogadores

Sporting

Já referi a excelente impressão que me deixou Pedro Silva. Foi incansável e conseguiu sempre levar a melhor sobre quem pisou a sua área de referência. Anderson Polga também me impressionou pela positiva. Embora tenha cometido um penalti escusado, efectuou uma exibição de grande classe e autoridade. Também gostei bastante de Izmailov. Foi sempre incansável no ataque e na defesa, conseguindo abrir imensas brechas na defesa encarnada. Bruno Pereirinha voltou a conseguir entrar da melhor maneira possível, fabricando o 3º golo após jogada notável e ainda enviando uma bola ao poste. Finalmente os 2 jogadores mais decisivos – Derlei e Liedson. O Ninja pelo que já enunciei acima. Quanto ao Levezinho que mais se pode dizer? É simplesmente brilhante. Quem vê um jogo do 31 ao vivo não pode ficar indiferente. A mim impressiona-me sobretudo pela sua entrega permanente ao jogo e à sua luta incansável atrás da bola – esteja ela nos pés dos seus colegas ou dos defesas contrários. E depois aquela qualidade a finalizar que revela um instinto matador quase único nos últimos anos em Portugal. Tiro-lhe o meu chapéu.

Benfica

Nos encarnados não tenho grandes destaques individuais a fazer. Maxi Pereira voltou a ser competente, dando luta permanente aos adversários contrários e ainda arranjando fôlego para cruzar para o 2º golo. Sobre David Luiz já ficou tudo dito - foi um exibição absolutamente desastrada mas, acima de tudo, displicente por parte do jovem brasileiro. de Reyes, Aimar e Suazo pouco se viu. Sobra Yebda. No tempo em que esteve em campo cumpriu a sua função, mormente quando ganhou o lance de cabeça que viria a resultar no penalti. Questões de ordem disciplinar e uma vontade de arriscar ditaram que a sua substituição tivesse acontecido muito cedo.


NOTAS

Porque é que o Benfica é sempre a última equipa a entrar em campo? Seja para o aquecimento ou para a 2ª parte. Pode não indicar nada, mas o que é facto é que ontem se revelou determinante sobretudo se tivermos em conta a forma desastrada como reiniciou a partida após o intervalo;

Gostei de ver o abraço de joelhos entre Daniel Carriço, Rochemback, João Moutinho e Pedro Silva aquando dos 2º e 3ºs golos do Sporting. Espontâneo e sintomático da alegria e união que sentiam na altura;

Monumental azia de Carlos Martins por não ter sido utilizado no campo da equipa onde se formou. Notava-se bem no rosto do médio-centro do Benfica.


Original Video- More videos at TinyPic

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Frederico Gil – Uma boa surpresa num excelente início de temporada


Em 2006 estive presente pela primeira vez no Estoril Open. Foi a primeira vez que vi ténis “a sério” ao vivo. Fiquei maravilhado com a execução técnica dos praticantes e sobretudo com o ambiente que envolvia o torneio. Se já era grande fã de ténis, desde então não perco uma oportunidade para, ano após ano, me deslocar ao Jamor para pelo menos assistir a uma tarde de muito e bom ténis.

E foram muitos os (bons) jogadores que já tive oportunidade de ver: Carlos Moya, Tommy Robredo, Igor Andreev, Richard Gasquet, Maria Kirilenko, Flavia Pennetta, Nikolai Davydenko, Novak Djokovic, Roger Federer, entre muitos outros.

Voltando a 2006 recordo bem qual era o prato principal para essa tarde tenística; Frederico Gil v David Nalbandian. Todos sabiam que o argentino de Córdoba era o grande favorito. Na altura era ainda um dos jogadores de topo do circuito mundial (confirmou-o com uma vitória na final desse ano) e apresentava um ténis absolutamente superior ao do jovem luso. Desde a pancada e a sua brilhante execução, até à linguagem corporal altamente positiva e nada nervosa… enfim… superioridade total.

Daí que não tenha sido surpreendente ver um jogo rápido e decidido desde início. Embora tivesse o público completamente do seu lado, o jovem Gil não teve argumentos para beliscar o seu oponente dessa tarde. Resultado final: vitória por 6-1 e 6-2.

Na altura não fiquei com a ideia de que Frederico Gil pudesse chegar longe no ténis mundial. Contudo, durante a temporada de 2008, Gil conseguiu trepar vários lugares no ranking ATP. Participou em 3 (de 4) torneios de Grand Slam, tendo sido eliminado em todos eles pelo mesmo jogador – o francês Jeremy Chardy -; facto único na história do ténis, Com algumas vitórias em Challenges pelo meio, Gil tem conseguiu escalar imenso o ranking atingindo entretanto o 86º lugar do ranking masculino – igualando o feito de Nuno Marques.

Se 2008 foi um ano de afirmação e de mostra de grande qualidade, 2009 não lhe tem ficando atrás. Conseguiu em 2 semanas consecutivas, duas presenças em meias-finais de torneios do circuito principal – Joanesburgo e Costa do Sauípe. Na primeira foi derrotado pelo “monstro” Tsonga, no torneio brasileiro só sucumbiu às mãos do também brasileiro Thomas Bellucci (por duplo 7-6).


É pois com toda a justiça que ocupa esta semana a melhor classificação de um tenista luso na história do ténis – um honroso 83º lugar.

De notar também que quanto melhor for o ranking do português mais serão as facilidades de conseguir entradas directas nos torneios de maior prestígio. Tenho por isso esperança que Frederico Gil consiga permanecer durante algum tempo no top 100 mundial. Quiçá aproximar-se um pouco mais dos lugares cimeiros, conseguindo mesmo um lugar nos 50 melhores do mundo. Vamos esperar, aplaudindo e incentivando pelo caminho o melhor tenista português de sempre.

P.S. para além de Frederico Gil também Rui Machado e Neusa Silva têm conseguido alguns resultados de realce. Machado conseguiu inclusive uma presença na 2ª ronda do U.S. Open do ano passado, sendo apenas derrotado por Fernando Verdasco num excelente jogo que se disputou em 5 sets. Isto enquanto aguardamos pela confirmação do talento que todos prevêem à jovem Michelle Brito.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Rafael Nadal v Roger Federer – Final Australian Open 2009

Rafael Nadal, nº1 do Mundo vs Roger Federer, nº2. Era a final esperada. Pela 7ª vez estes 2 tenistas iriam defrontar-se numa final de um Grand Slam. No entanto havia uma particularidade que tornava este encontro diferente de todas as grandes finais até então disputadas: a superfície era em hard-court (nas outras 6 finais anteriores 3 realizaram-se em terra batida e outras tantas em relva).
À partida o suíço era o principal favorito a levar de vencida a final australiana. Por vários motivos. Porque liderava o historial de encontros em hard court entre os dois (por 3-2), porque Nadal havia jogado uma semi-final dois dias antes de 5.14 horas (!!) ao passo que Federer teve 3 dias de descanso depois de uma semi-final bem tranquila frente a Andy Roddick, porque Federer já havia ganho 3 Australian Open anteriormente e finalmente por ser a estreia de Nadal naquela final. A juntar a tudo isso estava também o facto de Federer se vir exibindo em grande nível – tal como Nadal.

Foi uma excelente final. Como já vem sendo hábito ao longo das últimas 4 temporadas. Quando estes 2 jogadores se encontram temos espectáculo pela certa. E mais uma vez foi isso mesmo que se pôde assistir na Rod Laver Arena. Uma luta mano a mano em que no final o mais forte acabou por prevalecer – muito justamente.

E porquê? Na minha opinião acabou por ser determinante o factor psicológico que sempre está presente numa partida de ténis – particularmente nos encontros entre os nºs 1 e 2 mundial. E aqui o prato da balança cai sem quaisquer dúvidas para o lado de Nadal. Tenho para mim que Federer é indubitavelmente o melhor tenista de sempre. Muito melhor mesmo que Rafael Nadal. Acontece que o espanhol consegue sempre aplicar as suas melhores armas contra o suíço ao passo que Federer parece baquear completamente quando tem do outro lado da rede o actual líder do ranking masculino.

Quando era novo tinha um treinador que costumava dizer à nossa equipa que, quando há um derby entre dois adversários que muito bem se conhecem e temem, geralmente a melhor equipa baixa ligeiramente de produção ao passo que a equipa que está um pouco abaixo consegue o efeito inverso.
Serve este desvio para fazer um paralelismo entre a frase que fixei em novo e os encontros entre estas duas verdadeiras lendas do ténis mundial.

Federer é melhor tenista que Nadal. Contudo o espanhol tem um enorme ascendente nos encontros entre os 2. E quanto mais importantes são (como é o caso das finais de Grand Slam) mais se nota esse ascendente. Nas 7 finais que disputaram entre si foi sempre Nadal quem conseguiu superar as expectativas enquanto que Federer ficou sempre abaixo do esperado - mesmo nas 2 vezes em que venceu em Wimbledon nunca conseguiu ser esmagador.

E onde esteve presente este efeito psicológico na final do último Domingo? Onde havia estado nos últimos encontros entre ambos. Nem sequer há um factor diferente. A história repete-se:

- Break points uns atrás dos outros desperdiçados pelo suíço ao passo que o espanhol aproveita praticamente todas as oportunidades de que dispõe para quebrar o serviço ao adversário; e geralmente à primeira oportunidade. (usar estatísticas)
- Incapacidade de Federer em expor o seu jogo, em dominar o adversário, em colocar ao seu serviço as melhores armas que dispõe – neste aspecto é absolutamente incompreensível como é que Federer NUNCA usa uma das suas principais armas, o slice de esquerda soberbo que sempre usa para manietar os seus oponentes e retirar-lhes agressividade.
- O desmoronar de Federer quando Nadal consegue uma supremacia, por muito ligeira que seja, que se traduz numa linguagem corporal completamente desesperada e em soluções precipitadas.

Mas atenção. Nadal tem muito mérito em tudo isto. Todos sabem que sou um grande apreciador de Federer mas no entanto o espanhol, nº1 do mundo, tem todo o mérito nas conquistas que vem tendo. O seu jogo não me delicia na mesma proporção, é certo, mas ninguém pode negar que tudo o que tem conseguido é absolutamente justo.

Por fim destaco toda a cerimónia de entrega prémios aos finalistas. Foi repleta de emoção (podem vê-la no post anterior a este) e mostrou dois verdadeiros desportistas que se respeitam muito e que são, acima de mais, seres humanos de 27 e 22 anos.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Porque os Campeões também choram

CHORAR DE TRISTEZA

Após ser batido por Rafael Nadal numa final espectacular do Australian Open, Roger Federer não aguentou e sucumbiu ao peso das emoções. Como mais tarde explicou é muito duro estar em court durante 4.30 horas e chegar ao final derrotado. Porque aquela era uma final bem especial, porque se vencesse alcançaria o recorde de 14 títulos do Grand Slam e porque no fundo o ténis é a sua vida, Roger Federer chorou. E muito... De realçar ainda a humildade e grandeza de Rafa Nadal que respeitou a dor do campeoníssimo Federer, dedicando-lhe as suas palavras iniciais e incentivando-o para o futuro.



CHORAR DE ALEGRIA

Mesmo local. De novo as emoções a brotarem do suíço. Desta vez por motivos diferentes. Em primeiro lugar porque conseguiu vencer o torneio australiano (o 7º Grand Slam na altura). Mas o que na altura arrasou o nº1 mundial foi a entrega do prémio pela mão da lenda viva do ténis mundial: Rod Laver. Aliás, Roger Federer nem sequer fez questão de o disfarçar. Confessou de imediato que se sentia esmagado por receber o troféu de mãos tão prestigiadas. Como fica bem a humildade a um grande campeão perante um ídolo de infância.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Australian Open – Roger Federer v Tomas Berdych – 04.29 – 07.56

Sábado foi um invulgar dia de trabalho para mim. Participei numa gala de entrega de troféus aos campeões nacionais de Automobilismo e Karting de 2008. Uma vez que já faço este trabalho desde há alguns anos já lhe conheço as rotinas. Uma das quais diz-me que, tendo em conta a hora tardia a que acaba, me é impossível chegar a casa a horas decentes. Sábado a história repetiu-se e acabei por chegar tardíssimo a casa.

Desde o tempo em que o trabalho assim me obrigava, ganhei 2 vícios que se repetem ano após ano. Acompanhar o mais de perto possível o Rally Dakar e o Australian Open (não in loco, infelizmente).

Voltando a Sábado, a primeira coisa que fiz quando cheguei a casa vindo da Gala foi ligar a televisão para assistir à prova tenística que se realiza em Melbourne. Já passavam das quatro da manhã e o jogo em causa não me despertou grande interesse. Assim sendo preparei-me para dormir. Eis senão quando:

04.29

Entram para a Rod Laver Arena Roger Federer e Tomas Berdych. Lado a lado para o seu encontro dos 1/8 final da prova. Automaticamente adiei o sono por mais um bocado.

No 1º e 2º sets assisti a um domínio avassalador de Berdych (inesperado confesso). Poucos erros não forçados, muitos winners, excelente movimentação, punhos permanentemente cerrados para a sua player box (é um hábito que me irrita solenemente de tão banalizado que se tem tornado) e uma confiança inabalável. Do outro lado Roger Federer parecia-me abandonado à sua miséria e pior que isso, resignado a sair pela porta dos fundos do torneio onde é considerado um dos 4 grandes favoritos à vitória final. Porém tudo isso estava prestes a mudar.

Sentia-se que era uma questão de tempo até que o jogo mudasse. Berdych não podia continuar a manter o nível como até ali, certamente. O problema é que o jogo já ia em 2-0 a favor do checo. Federer não tinha mais margem de manobra. Era vencer 3 sets seguidos ou arrumar as raquetas e ir para casa.

E foi precisamente no 3º set que o jogo mudou drasticamente. O natural começou a acontecer. Berdych baixou o rendimento drasticamente. Pagou a factura (bem elevada) do esforço que despendera até então e o suíço assumiu o jogo a partir daí. Assim que consumou a vitória no 3º set percebeu-se que o ex número 1 mundial estava de volta e que o seu jogo se ia impor de forma natural.

Por essa altura o sono já me tinha largado de vez. Apenas restou a adrenalina de ver uma exibição de luxo daí em diante. Ases, winners, movimentação em campo inimitável como que a deixar a ideia de que flutuava por cima do court e todo um arsenal de pancadas que deixou muitas vezes Tomas Berdych de língua de fora (literalmente).

Ao 3º set seguiu-se o 4º e o suíço voltou a não dar hipótese. Vitória incontestável. Ficava a questão: será que Berdych estava a guardar o resto de força que tinha para a “negra”? Se estava, rapidamente viu os seus intentos ruírem. Tal como nos 2 sets anteriores, Federer quebrou o seu serviço logo na 1ª partida. Estava lançado para concluir em beleza este encontro. O 5º set serviu uma vez mais para se assistir ao domínio do helvético e a toda a imensa facilidade que teve em desembaraçar-se do seu adversário assim que este esgotou a sua bonança inicial.

E foi assim que em quase 3 horas e meia se passou a madrugada. Valeu a pena pois claro.

As horas? Pois claro, cá vai. 07.56. Hora de ir dormir.

p.s. o jogo das 1/2 finais promete. Depois de Juan Martin del Potro, Andy Roddick é um excelente jogador e vai ser um osso muito duro de roer. É já esta madrugada. Excelente Verdasco. Conseguirá impor-se ao compatriota e super-favorito Rafa Nadal

VÍDEOS:

Roger Federer v Tomas Berdych

Roger Federer v Del Potro

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mikhail Youzhny – Raiva Incontida

A fúria faz destas coisas… Mal por mal, antes partir uma raquete!




O mais giro é que acabou por resultar, pois o russo ainda conseguiu ganhar a partida. Fez-lhe bem a fúria.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cristiano Ronaldo – A consagração do Melhor do Mundo…. E outras questões


Foi justo!

Tinha de vencer o CR7 para que existisse alguma justiça no que ao prémio de melhor jogador do mundo da época 2007/2008 diz respeito. Não podia ser de outra forma.

No entanto levanto apenas uma questão. Espero não ser polémico, apenas reparei num pormenor que me fez alguma impressão ao longo destes últimos tempos.

Sempre que se falava sobre quem iria receber a distinção (como se dela dependesse o futuro da Nação), existia a preocupação por parte dos dirigentes federativos, jogadores, treinadores e até do próprio jogador em afirmar que não podia haver outro resultado caso contrário estaríamos perante a “maior injustiça dos últimos tempos face ao que o jogador produziu na última época”. Não podia estar mais de acordo aliás.

Mas o que me fez confusão foi a especulação que sempre se foi ouvindo de que havia uma conspiração, um lobby fortíssimo, manobras de bastidores obscuras, etc… para que ganhasse um jogador oriundo de Espanha ou do seu campeonato (Xavi, Torres ou Messi). Segundo algumas opiniões que fui ouvindo estava-se a exercer imensa pressão por parte do dito lobby para que Cristiano Ronaldo não fosse coroado nº1. Malvados espanhóis a quererem tirar o brilho ao nosso CR7! Como se em Portugal se tivesse feito semelhante coisa. Nós – correctos e 100% honestos como somos - jamais seríamos capazes de fazer semelhante coisa. Apenas defendemos o Cristiano Ronaldo porque de facto ele foi o melhor. Seríamos incapazes de nos mover em campos que não os do simples mérito desportivo para eleger o nosso puto de ouro.

Certo? Não. Errado!

Vendo as votações dos diversos seleccionadores e capitães das selecções que votaram (sim, dei-me a esse trabalho) o que se pode ver?

Espanha (maléficos conspiradores):

Vicente del Bosque:

1º - Cristiano Ronaldo
2º - Lionel Messi
3º - Steven Gerrard

Casillas:

1º - Samuel Eto’o
2º - Steven Gerrard
3º - Lionel Messi

Argentina (país de Messi)

Diego Maradona:

1º - Cristiano Ronaldo
2º - Zlatan Ibrahimovic
3º - Adebayor

Javier Mascherano:

1º - Cristiano Ronaldo
2º - Fernando Torres
3º - Steven Gerrard

Brasil (país de Kaka)

Dunga:

1º - Crisitano Ronaldo
2º - Fernando Torres
3º - Andrei Arshavin

Lúcio:

1º - Cristiano Ronaldo
2º - Steven Gerrard
3º - Fernando Torres


Ou seja, independentemente do que “supostamente” estes malandros tenham feito por debaixo da mesa, o que é facto é que votaram esmagadoramente (a excepção é Iker Casillas) em Cristiano Ronaldo para melhor jogador do mundo. Sem espinhas.

Agora vejamos a votação dos portugueses. As supostas virgens imaculadas do processo e que nada fariam nos bastidores para beneficiar Cristiano Ronaldo:

Portugal:

Carlos Queirós:

1º - Xavi
2º - Kaka
3º - Zlatan Ibrahimovic

Nuno Gomes:

1º - van Nistelrooy
2º - Didier Drogba
3º - Samuel Eto’o

É de rir não é? E o mais giro é que tanto o capitão como o seleccionador nacional anunciaram que votavam desta forma apenas e só para não ajudarem os 2 adversários mais fortes de Ronaldo – Messi e Fernando Torres.

Somos ou não somos um verdadeiro espectáculo? Eles – os espanhóis e argentinos - é que politizam esta eleição, mas quem vota em van Nistelrooy e Drogba somos nós (até eles devem ter ficado admirados).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Benfica – Mais do mesmo (outra e outra vez)


Para quem tem visto os jogos do Benfica esta época com alguma neutralidade e sem estar embalado na propaganda que tem sido levada a cabo por toda a imprensa, facilmente constata que o que aconteceu nas últimas semanas de 2008 e no início de 2009 era expectável. E era-o sobretudo devido à fragilidade e fraca consistência que o Benfica tem vindo a apresentar ao longo dos 5 meses que esta época já leva.

Tirando o jogo com o Nápoles (2-0) na Luz, nenhum outro jogo do Benfica serviu para me convencer verdadeiramente da tão apregoada classe e supremacia que tem sido anunciada à boca grande. É certo que existiram outras vitórias importantes (Sporting, Paços Ferreira, Guimarães, Académica), mas, na verdade, foram vitórias que aconteceram sem que eu tivesse ficado devidamente convencido da sua justeza ou total merecimento. (bem sei que esta afirmação pode ser polémica, se quiserem poderei explicá-la melhor num outro post)

Fora o jogo que citei frente aos napolitanos o que temos visto é uma equipa cheia de debilidades, inseguranças, imaturidade, falta de estofo… enfim, um verdadeiro gigante com pés de barro. Bem sei que na Liga o Benfica dependa apenas de si (mas isso também o Porto, Sporting e Leixões) mas ou tudo muda radicalmente ou então veremos outra época igual a tantas outras. A receita vem sendo a mesma desde há muitos anos: começa-se a época anunciando uma equipa-maravilha que não dará hipóteses aos concorrentes directos, aos primeiros desaires tenta justificar-se com a falta de entrosamento/necessidade de adaptação dos jogadores, quando a coisa começa a ficar indisfarçável então o ponteiro muda para um inimigo externo (árbitros, sistema, etc…) e por fim acaba-se por deitar as culpas para cima do treinador e dos jogadores acusando-os de não honrarem as cores que representam nem estarem à altura dos pergaminhos (cada vez mais distantes) do clube da águia.

Outra coisa que me causa alguma aflição é a facilidade com que naquela casa aparece alguém a “pedir desculpas aos adeptos” aquando daquelas derrotas que verdadeiramente mancham a tal reputação tantas vezes referida. Ano após ano se assiste a meia dúzia daquelas exibições de meter dó. No final a receita também é já conhecida. Alguém responsável (treinador, director desportivo, presidente) surge com um tom irado pedindo desculpa à “Nação Benfiquista” e prometendo mudanças drásticas para todos os que não estiverem à altura das responsabilidades, ao mesmo tempo que os jogadores declaram que “se trabalharmos ao máximo no final do ano daremos uma alegria aos nossos sócios”, pedindo estes desculpas, pois claro. Vamos a exemplos? Só desta época. Contra o Galatasaray (2-0) surgiu essa primeira faceta. Equipa verdadeiramente destroçada por um adversário completamente desfalcado de alguns dos seus melhores jogadores. Ainda assim não era sinal de preocupação, afinal ainda faltavam 2 jogos para corrigir esse resultado anormal. Acontece é que no lugar de se reparar esse dano ainda houve tempo para embalar 5 na Grécia e, espanto dos espantos, perder em casa frente ao Metalist numa exibição completamente sofrível e vergonhosa. De todas as vezes foram prometidas inversões, alteração na postura da equipa, etc… etc… Afinal o campeonato estava a correr bem.

Mas aí é que está o problema. É que pode conseguir enganar-se alguém durante algum tempo, mas nunca todos durante o tempo todo. E foi então que o descalabro caseiro começou no seu esplendor. Eliminação da Taça – considerada normal (!!!); empate em casa com o Setúbal numa exibição pobre; empate com o Nacional – aí a culpa foi do árbitro, pois bem…. os 70 minutos de apatia total não são para aqui chamados e, por fim, a exibição na Trofa frente ao último classificado. E foi na Trofa que tudo rebentou. Quique irado, Rui Costa indignado, Presidente a exigir, adeptos a reclamar e os jogadores a pedirem compreensão e a fazerem juras de “levantar a cabeça e trabalhar ao máximo”. Confesso: Já não há paciência!

O mal do Benfica começa a meu ver nos seus adeptos e na sua fraca (nula?) cultura desportiva e entendimento da realidade que os rodeia. Deixam-se embarcar em sonhos quando mesmo adiante está a realidade que só não vê quem não quer ou não consegue. Exultam com resultados absolutamente miseráveis frente a adversários acessíveis e com exibições calamitosas. E depois, quando a realidade lhes cai esmagadora em cima culpam tudo e todos à sua volta. Parece que ouvem um estalar de dedos que os desperta da letargia que os fez aplaudir fanaticamente jogadores que são promessas – efectivamente – mas que no Benfica têm de mostrar muito mais do que até aqui. Enfim, instala-se a histeria completa.

Trata-se essencialmente de instalar uma cultura de exigência ao mais alto degrau. Só assim os jogadores e toda a estrutura pode sentir que há de facto uma obrigação e um dever para com o clube. Enquanto se refugiarem apenas em palavras e atitudes em altura de crise, os males que desde há anos afligem os encarnados nunca serão ultrapassados. É não sendo complacente com vitórias obtidas contra adversários frágeis pela margem mínima e depois de sofrimento brutal (Naval, Estrela, Paços Ferreira). Não adorar jogadores que por muito promissores que sejam pouco ou nada têm acrescentado ao clube – Di Maria à cabeça. A estes jovens é preciso exigir entrega, humildade (a rodos) e espírito de sacrifício. É que hoje em dia qualquer Di Maria, David Luiz ou Sidnei chega à luz e sente logo que é uma estrela de primeira linha e sem nada a provar. Se quer ser o primeiro entre os seus pares em Portugal é preciso ao Benfica mudar muita coisa. Não se deixar embalar por sonhos nem em ilusões assim que surgem 2 ou 3 vitórias. E acima de tudo ser exigente. Muito exigente.

Que sinal passa para os jogadores quando, após 3 jogos sem marcar um só golo, depois de serem eliminados sem ponta de dignidade da UEFA e da Taça, se atribui as maiores férias entre os 3 grandes na paragem de Natal? No mínimo devia fazer passar-se um sinal de insatisfação, de castigo, face a tão fraca prestação.

Por último algumas interrogações: será que o Makukula faria pior que os avançados que têm jogado esta época? Será que Léo não seria uma óptima solução agora que o balão de Jorge Ribeiro se está a esvaziar? Seria Freddy Adu tão fraco jogador que não merecesse uma oportunidade de continuar a evoluir neste plantel? Pior que Urreta e Balboa? Não me parece. Acho que é um excelente jogador (caso seja feita uma aposta correcta e adequada) e foi uma pena o que Chalana lhe fez na época passada após ter assumido o comando da equipa, riscando por completo e sistematicamente o promissor americano dos seus eleitos.