quarta-feira, 21 de maio de 2008

Final da Taça - Impressões

Foi com alguma ansiedade que fomos esperando pela final da Taça de Portugal deste ano. Nela encontravam-se as 2 equipas mais fortes desta temporada (uma vez mais).

O Porto tinha atrás de si uma época de incontestável domínio, assente sobretudo na magnífica prestação no campeonato como também na actuação que teve a nível europeu - pese embora a inglória eliminação aos pés do Schalke 04.

Quanto ao Sporting, aparecia-nos com a hipótese de tornar a sua época numa época de certa forma ganhadora e positiva, juntando ao 2º lugar no campeonato a repetição de um título já conquistado na época transacta.

Favorito: o Porto. Apesar das 2 derrotas entretanto averbadas frente ao mesmíssimo adversário durante esta temporada. Ainda assim, a possibilidade que teve de preparar esta final com algum tempo de antecipação, permitia-lhe encará-la com mais frescura física dos seus principais jogadores. Ao Sporting era vaticinada uma tarefa bastante árdua para levar de vencida o seu opositor.

O jogo em si não foi - em minha opinião - muito bem jogado. Houve 2 equipas calculistas e com mais medo de sofrer do que propriamente preocupação em marcar. Essa tendência viria a acentuar-se ainda mais após a expulsão de João Paulo. Daí para a frente o Porto teve de optar por uma estratégia de oportunismo e contra-golpe. Mesmo perante uma estranha atitude de certa apatia dos leões.

Uma coisa que não pude deixar de estranhar foi a estranha forma como Jesualdo Ferreira montou a sua equipa para este desafio.
Porquê a ausência de Bosingwa? Não terá o Porto salvaguardado os seus interesses desportivos aquando do acordo de transferêcnia do lateral direito para o Chelsea? Bosingwa é uma figura de vulto do Porto deste ano. A sua ausência estranhou-se sobretudo nas faltas de acelerações vindas do corredor direito - como é habitual. Ainda para mais para o seu lugar foi chamado João Paulo. O Porto ficou a perder com esta troca e isso reflectiu-se muto no desenrolar da partida.
O outro equívoco? Para mim o principal... Mariano no lugar de Tarik. O marroquino foi peça-chave desta equipa durante praticamente todo o ano. Estranhei que tivesse desaparecido do onze inicial e que tivesse sido lançado para o jogo após o tento inaugural de Tíui, numa clara tentativa de conseguir sacar um coelho da cartola de última hora.

O Sporting acabou por ser um justo vencedor. Foi pragmático, percebeu que o Porto era (e é) melhor equipa e sobretudo soube sempre controlar as emoções por forma a nunca ser apanhado em contrapé nem desguarnecido. Acabou por ter a recompensa de uma forma um pouco controversa. E aí soube conservar essa vantagem preciosa e, inclusivé, ainda alargá-la.

Destaque para Paulo Bento e o óptimo trabalho que tem desenvolvido no Sporting. Creio que é um treinador de grande futuro e acima de tudo um excelente disciplinador de balneário (ver situação de Stojkovic e agora também de Vukcevic). Acho mesmo que são de louvar as 3 qualificações directas para a Liga dos Campeões e as 2 finais de Taça conquistadas. Por vezes tem sido contestado mas viu, sem dúvida, o seu capital de apoio bastante alargado após este final de época leonina.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Poços de Energia Positiva

Michael Carrick - Michael Essien

Esta semana iremos ter a grande final da Liga dos Campeões. Entre os adeptos as preferências vão, sem quaisquer dúvidas, para as estrelas de ambos os conjuntos.
Pelo Manchester os adeptos esperam milagres de Cristiano Ronaldo (principalmente), Rooney, Nani, Tevez, etc... Do lado dos Blues os olhares concentram-se maioritariamente em Drogba, Lampard, Joe Cole...

No entanto existem nos 2 conjuntos 2 jogadores que para mim são absolutamente fundamentais no jogo da sua equipa. São eles Carrick e Essien.

Se bem que são jogadores com características bem diferentes, funcionam ambos como ponto de equilíbrio nas respectivas equipas.

O número 16 dos Red Devils destaca-se por ser um jogador bem fino, discreto, o perfeito oposto do anterior dono dessa mesma camisola (Roy Keane). Raramente dá nas vistas mas no entanto as suas exibições são sempre bastante regulares e, por vezes, até mesmo determinantes. Consegue aparecer a finalizar com relativa facilidade, sendo portanto um verdadeiro box-to-box.

Quanto a Michael Essien. Bom para esse jogador faltam-me adjectivos. A par de Frank Lampard e Ricardo Carvalho, creio tratar-se do jogador mais infuente da equipa de Londres. Sobretudo pela sua força que chega até a parecer inesgotável. Consegue carregar a equipa aos ombros por si só.

Confesso que por mim é uma pena vê-lo jogar pela ala direita (como tantas e tantas vezes aconteceu com Mourinho e começa agora a acontecer com Grant). Nessa posição embora consiga repetidamente exibições bem positivas, fica bastante distante da influência que tem quando actua em terrenos mais centrais.

Na final desta Quarta-feira muitos olhos vão estar nos artistas da bola (no verdadeiro sentido), quanto a mim.... quanto a mim quase que aposto que um destes dois vai ter papel muito importante no desfecho final.