quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Australian Open – Meia-Final Masculina – Roger Federer v Novak Djokovic

Uma vez mais a história repete-se.

Começa a ser uma partida cada vez mais apetecida. E antes de cada confronto entre estes jogadores levanta-se a questão “conseguirá Djokovic bater Federer?”.

Creio que ainda não é desta… passo a explicar.

O ano passado, nos 1/8 final a mesma questão foi colocada. Lembro-me de na altura a grande questão era – tal como ouvimos repetidas vezes este ano – que o jogo de Federer não era tão dominador e que, num dia de verdadeira inspiração, este podia ser batido por Djokovic. 3-0 foi o resultado para o suspeito do costume. O jovem sérvio aprendeu à própria custa que ainda estava bastante longe do mestre suíço.










Um ano se passou e as mesmas questões são colocadas. Legitimamente, Djokovic é hoje em dia um sólido 3º classificado do ranking ATP. O seu jogo melhorou e é sempre apontado como um favorito. Mas Roger é Roger. Quando o seu ténis de alto nível é chamado a estar presente, este nunca deixa os seus créditos por mãos alheias… e creio que ao fim da manhã de 6ª vamos voltar a ver Federer erguer os braços para o ar, agradecer ao público com uma só mão, lançar a sua fita de punho para as bancadas e perante o delírio dos presentes avançar para mais uma final do Australian Open.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Australian Open – 22.01.2008 – Maria Sharapova v Justine Henin

34 jogos depois Justine Henin voltou a perder. Não acontecia desde a meia-final de Wimbledon – frente a Marion Bartoli (?!?!).
De lá para cá arrecadou um US Open, um título Masters de final de época e muitos outros torneios do circuito WTA. Para finalizar o ano em beleza terminou uma vez mais como número 1 do mundo, sendo coroada como a melhor – e mais completa – jogadora da actualidade.
Só que esta noite Maria Sharapova não teve contemplações. Jogou como se estivesse numa 1ª ronda, ignorando quem estava do outro lado da rede e aplicou uma verdadeira “tareia”. Se o 1º set ainda teve alguma disputa, no 2º somaram-se os erros de Henin, os winners de Sharapova e o volume dos seus gritos foi sendo cada vez mais intenso – sinal claro de que a confiança está em alta.
E foi assim que, juntamente com as irmãs Williams, Justine saiu pela porta dos fundos desta edição do Australian Open. Depois de desistir na final de 2006, de não ter estado presente em 2007, surge agora esta saída nos ¼ final.
E agora? A minha aposta vai para Ana Ivanovic. Depois de afastar a mais velha das manas Williams, creio que o seu jogo está mais sólido, a sua confiança é muito maior e a juntar a tudo isso tem o apoio do público do seu lado. É ela a nova menina bonita do circuito (com justiça) e depois de uma final de Roland Garros, acho que na Austrália poderá dar o passo em frente rumo a uma vitória num torneio de Grand Slam.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Australian Open – 21.01.2008 – Roger Federer v Tomas Berdych

Suavemente Roger















Não é segredo para ninguém que sou um acérrimo fã de Roger Federer. Digo sem grandes hesitações que é de longe o meu desportista favorito. Logo é natural que as minhas apreciações aos jogos que vejo dele possam parecer um tanto ou quanto parciais. É natural, desculpem mas não consigo de todo dissociar a admiração que tenho pelo seu jogo da minha opinião enquanto simples adepto.

Serve isto para dizer que o jogo de ontem demonstrou uma vez mais a superioridade que Federer tem sobre praticamente todo o circuito masculino.
Jogando contra Tomas Berdych (nº 13 do ranking e enorme promessa), o nº 1 do mundo conseguiu uma vez mais impor o seu jogo de forma absolutamente normal.

Quem viu o jogo ou possa ver um resumo com as melhores jogadas consegue ver com facilidade esses dois factos. Por um lado a superioridade e frieza do suíço nos momentos chave da partida, por outro a enorme qualidade do Berdych – que conseguiu alguns pontos belíssimos.

No entanto fico surpreendido com os alguns comentários que tenho ouvido ultimamente nos jogos de Fed Express. É comum ouvir-se que o suíço não está na sua melhor forma, que o seu jogo não está tão dominador e por aí fora… permitam-me discordar… o que se passa é que de tão habituados que estamos a ver Federer “esmagar” toda e qualquer concorrência, quando ele se limita a vencer (convincentemente diga-se) fica a sensação que baixou o seu nível.

É um facto que na última ronda necessitou de 5 sets para vencer Tipsarevic (sérvio, nº 49 do mundo). É um facto que "Rafa" Nadal se tem exibido em bom plano. É um facto que nunca nos últimos anos o nº 1 do ranking mundial esteve ao alcance do maiorquino. Mas amigos, que não restem muitas dúvidas. Roger Federer é, não só o melhor jogador da actualidade (de longe), como também o melhor tenista de todos os tempos. Os seus registos confirmam-no e creio que no Domingo ao início da madrugada irá aumentar o seu pecúlio de títulos do Grand Slam e confirmar-se como tri-campeão do Slam de Down Under – feito único do ténis profissional!
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(eu avisei que era parcial logo a abrir)












quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Antevisão

Serve esta entrada para dar início ao "diário" desportivo que pretendo construir.

Aqui trarei as minhas opiniões acerca do (muito) desporto que vejo e acompanho diariamente. Uma vez que dedico imenso tempo útil ao desporto - direi que é uma das paixões da minha vida - decidi há já algum tempo partilhar, num espaço acessível a todos, as opiniões e sobretudo sensações que o desporto me desperta.

É natural que de início o funcionamento deste blog não seja o ideal. A ideia é que acima de tudo se vá aperfeiçoando como o passar do tempo, com ideias que me surjam e também com opiniões que consiga ir recolhendo.

Espero que gostem do que aqui vou deixando e conto com a participação de todos.