sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Atletico Madrid – 2 v F.C. Porto – 2 – 1/8 Final Liga Campeões

Antevisão

Desde que se soube a sorte que coube aos dois clubes no sorteio que este embate foi amplamente prognosticado e falado. Mais até do que o jogo que envolve a outra equipa portuguesa ainda em prova, o Sporting.

Os motivos eram vários. Para já porque o choque de forças neste caso aparentava ser mais nivelado. O Atlético possui excelentes jogadores ao que o Porto contrapõe com um grande nível de experiência do clube na história recente desta prova. Por outro lado existiam também vários pontos de contacto entre os 2 clubes. Futre, Maniche, Paulo Assunção, Seitaridis...

A questão que sempre se levantou foi só uma. Será que a soma das individualidades do conjunto madrileno era superior ao bloco portista, assente numa grande entreajuda e experiência internacional?

O Jogo

O início não podia ter sido mais esclarecedor no que à resposta às questões existentes diz respeito. Começou melhor o Atlético, fruto de uma excelente jogada colectiva, respondeu de imediato o Porto com 2 situações claras de golo. Ai ficou definido o rumo do jogo. Um Atlético a querer justificar o estatuto de favorito, tentando até à exaustão repetir a fórmula do sucesso no 1º golo, e um Porto mais adulto, mais perigoso, em suma, mais equipa.

Não só respondeu ao golo inaugural como colocou diversas vezes a nu a fragilidade defensiva do adversário. E foram tantas as oportunidades desperdiçadas. Lisandro e Hulk assumiram o rosto de principais perdulários.

O que mais me impressionou neste jogo foi a enorme demonstração de classe da equipa azul-e-branca. Se é nestes jogos que se mostra quem é quem e qual o espírito com que se encaram estes ambientes, então o Porto mostrou porque é que é desde há uns anos a melhor equipa portuguesa. Se a nível interno essa verdade é por vezes posta em causa, é nos jogos europeus que o Porto tem mostrado a maior classe que tem. É a equipa que melhor sabe ler o jogo e reage a ambientes de muita pressão. Às tantas, enquanto via a demonstração de superioridade total do Porto, questionei-me sobre como seria o jogo se em vez do Porto estivesse o Benfica ou o Sporting. Não acredito que a perder por 2-1 qualquer uma das equipas partisse para cima do Atlético como o Porto caiu. Provavelmente assistiríamos a um conformismo relativo ao resultado numa atitude que privilegiasse uma eventual recuperação na 2ª mão. O Porto não só encostou o Atlético à sua baliza enquanto perdia, como mesmo depois de lograr o empate prosseguiu na sua demanda pela vitória. Excelente atitude.

Jogadores

Atlético Madrid


Da lado dos colchoneros os destaques que faço são-o sobretudo pela negativa. Seitaridis esteve muito apagado e comprometeu várias vezes tal como toda a defesa, Simão completamente desastrado com bola, Aguero inexistente, Maxi Rodriguez e Forlán muito empreendedores mas também pouco esclarecidos. Gostei apenas de (re)ver Paulo Assunção. Excelente actuação a relembrar os tempos do Porto sobretudo ao nível da entrega de bola sempre jogável e no excelente posicionamento em campo.

Porto

Pela negativa apenas me ocorre um nome: Helton. Se é verdade que um lance destes acontece
aos melhores, não é menos verdade que o brasileiro já custou uma eliminação anterior à sua equipa – às mãos do Chelsea em 2007. Quanto aos restantes valorizo sobretudo a acção de Raul Meireles, Lucho, Lisandro, Cristian Rodriguez e, uma vez mais, Hulk. A equipa do Porto esmagou o adversário com a sua inteligência e movimentação. Faltou apenas o golpe final.

2ª Mão

Se é verdade que o Porto foi muito superior em Madrid, isso não significa que no jogo d 2ª volta o cenário se repita. São jogos com características diferentes. A pressão vai estar do lado do Porto nesse jogo e o Atlético poderá muito bem vir a beneficiar de uma abordagem mais cautelosa e matreira ao jogo. Acredito acima de tudo que vai ser um grande jogo com emoções bem à solta.





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