Sábado foi um invulgar dia de trabalho para mim. Participei numa gala de entrega de troféus aos campeões nacionais de Automobilismo e Karting de 2008. Uma vez que já faço este trabalho desde há alguns anos já lhe conheço as rotinas. Uma das quais diz-me que, tendo em conta a hora tardia a que acaba, me é impossível chegar a casa a horas decentes. Sábado a história repetiu-se e acabei por chegar tardíssimo a casa.
Desde o tempo em que o trabalho assim me obrigava, ganhei 2 vícios que se repetem ano após ano. Acompanhar o mais de perto possível o Rally Dakar e o Australian Open (não in loco, infelizmente).
Voltando a Sábado, a primeira coisa que fiz quando cheguei a casa vindo da Gala foi ligar a televisão para assistir à prova tenística que se realiza em Melbourne. Já passavam das quatro da manhã e o jogo em causa não me despertou grande interesse. Assim sendo preparei-me para dormir. Eis senão quando:
04.29
Entram para a Rod Laver Arena Roger Federer e Tomas Berdych. Lado a lado para o seu encontro dos 1/8 final da prova. Automaticamente adiei o sono por mais um bocado.
No 1º e 2º sets assisti a um domínio avassalador de Berdych (inesperado confesso). Poucos erros não forçados, muitos winners, excelente movimentação, punhos permanentemente cerrados para a sua player box (é um hábito que me irrita solenemente de tão banalizado que se tem tornado) e uma confiança inabalável. Do outro lado Roger Federer parecia-me abandonado à sua miséria e pior que isso, resignado a sair pela porta dos fundos do torneio onde é considerado um dos 4 grandes favoritos à vitória final. Porém tudo isso estava prestes a mudar.
Sentia-se que era uma questão de tempo até que o jogo mudasse. Berdych não podia continuar a manter o nível como até ali, certamente. O problema é que o jogo já ia em 2-0 a favor do checo. Federer não tinha mais margem de manobra. Era vencer 3 sets seguidos ou arrumar as raquetas e ir para casa.
E foi precisamente no 3º set que o jogo mudou drasticamente. O natural começou a acontecer. Berdych baixou o rendimento drasticamente. Pagou a factura (bem elevada) do esforço que despendera até então e o suíço assumiu o jogo a partir daí. Assim que consumou a vitória no 3º set percebeu-se que o ex número 1 mundial estava de volta e que o seu jogo se ia impor de forma natural.
Por essa altura o sono já me tinha largado de vez. Apenas restou a adrenalina de ver uma exibição de luxo daí em diante. Ases, winners, movimentação em campo inimitável como que a deixar a ideia de que flutuava por cima do court e todo um arsenal de pancadas que deixou muitas vezes Tomas Berdych de língua de fora (literalmente).
Ao 3º set seguiu-se o 4º e o suíço voltou a não dar hipótese. Vitória incontestável. Ficava a questão: será que Berdych estava a guardar o resto de força que tinha para a “negra”? Se estava, rapidamente viu os seus intentos ruírem. Tal como nos 2 sets anteriores, Federer quebrou o seu serviço logo na 1ª partida. Estava lançado para concluir em beleza este encontro. O 5º set serviu uma vez mais para se assistir ao domínio do helvético e a toda a imensa facilidade que teve em desembaraçar-se do seu adversário assim que este esgotou a sua bonança inicial.
E foi assim que em quase 3 horas e meia se passou a madrugada. Valeu a pena pois claro.
As horas? Pois claro, cá vai. 07.56. Hora de ir dormir.
p.s. o jogo das 1/2 finais promete. Depois de Juan Martin del Potro, Andy Roddick é um excelente jogador e vai ser um osso muito duro de roer. É já esta madrugada. Excelente Verdasco. Conseguirá impor-se ao compatriota e super-favorito Rafa Nadal
VÍDEOS:
Roger Federer v Tomas Berdych
Roger Federer v Del Potro
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