Mais um fim-de-semana passou com muito futebol. Sobretudo futebol.
Começo por realçar um aspecto positivo já que essa é a melhor forma de começar. Com as boas notícias.
No jogo entre Sporting e Vitória Guimarães (2-0) destaco duas prestações:
Pereirinha: já no jogo do meio da semana contra o Barcelona me tinha parecido bastante feliz a sua adaptação a lateral direito. O jogo de Domingo confirmou essa impressão positiva deixada anteriormente. É um jogador em quem Paulo Bento tem apostado continuamente, no entanto o máximo a que estamos habituados a vê-lo em campo são 15 a 20 minutos por partida – manifestamente pouco. Vamos ver se consegue em primeiro lugar manter-se nas apostas iniciais do treinador e, em 2º, confirmar as boas exibições em futuras ocasiões. Abel que se cuide
Manuel Cajuda: sou um admirador da personalidade e postura do algarvio. Há muita gente a quem não agrada a sua postura, ironia e inconformismo. A mim contínua a agradar-me bastante. Gosto muito de como jogam as suas equipas e é costume vê-lo fazer muitas “gracinhas”, como gosta de lhes chamar. A sua passagem por Guimarães tem sido espectacular – pena a não qualificação para a fase de grupos da Liga Campeões. No entanto realço apenas um ponto que a meu ver tem sido menos positivo. É que no confronto com os 3 grandes durante estas duas temporadas de Primeira Liga tem sido escasso o seu amealhar de pontos. Se a memória não me atraiçoa apenas conseguiu um empate na Luz e uma vitória sobre o Sporting em Guimarães, ambas no ano passado. Fora isso tem acumulado desaires e, principalmente, exibições descoloridas e bem abaixo do que esperamos do Vitória (legitimamente)
Manuel Cajuda: sou um admirador da personalidade e postura do algarvio. Há muita gente a quem não agrada a sua postura, ironia e inconformismo. A mim contínua a agradar-me bastante. Gosto muito de como jogam as suas equipas e é costume vê-lo fazer muitas “gracinhas”, como gosta de lhes chamar. A sua passagem por Guimarães tem sido espectacular – pena a não qualificação para a fase de grupos da Liga Campeões. No entanto realço apenas um ponto que a meu ver tem sido menos positivo. É que no confronto com os 3 grandes durante estas duas temporadas de Primeira Liga tem sido escasso o seu amealhar de pontos. Se a memória não me atraiçoa apenas conseguiu um empate na Luz e uma vitória sobre o Sporting em Guimarães, ambas no ano passado. Fora isso tem acumulado desaires e, principalmente, exibições descoloridas e bem abaixo do que esperamos do Vitória (legitimamente)
Passando ao jogo entre Porto e Académica (2-1), cujo resultado não expressa a superioridade evidenciada ao longo de todo o jogo, faço dois destaques altamente negativos e realço mais uma prestação excelente:

Pavlovic: este jogador sempre me pareceu bastante agressivo e pouco dotado tecnicamente. Dos poucos jogos que tenho visto da Académica parece-me ser um jogador que serve principalmente para dar consistência e força à defesa e meio-campo defensivos da Briosa. Ora neste jogo conseguiu agredir 3 (!!!) vezes o jogador Hulk, passando sempre incólume. Sempre que havia um choque entre os 2 era vê-lo direccionar um cotovelo à cara do brasileiro no meio da confusão. No primeiro lance em que tal aconteceu o livre daí resultante deu origem ao 1º golo do Porto. Crime e Castigo.
Sougou: o que passou pela cabeça do jogador? A entrada sobre Fernando foi mesmo daquelas que nos obriga a desviar o olhar. É sobretudo evidente quando vemos em câmera lenta e vemos Sougou a despir verdadeiramente a meia ao médio do Porto. Arrepiante.
Hulk: este jogador é fantástico. Desde o 1º momento em que o vi com alguma atenção que acho que é um jogador que pode dar muito ao Porto. Uma contratação bem feliz – embora muito questionada ainda hoje devido ao seu valor e proveniência. A palavra que me vem à cabeça é Impressionante. Por tudo, pela força, destreza, aplicação, etc…
Sobre o jogo do Benfica contra o Setúbal (2-2) destaco sobretudo a nomeação de Katsouranis para capitão. Ainda para mais estando Quim em campo. A mim agrada-me pois o grego é dos jogadores que mais gosto de ver jogar no Benfica. Aprecio sobretudo a sua capacidade de aparecer em zona de finalização quando joga no meio-campo. Tem praticamente uma oportunidade de golo por jogo.
Lá por fora reforço 2 ideias que me acompanham desde há muito:
Scolari: agora que está na moda louvar o Sargentão pela sua passagem pela Selecção (principalmente pelas fracas prestações neste início de Carlos Queirós) e pelo início de época em bom nível no Chelsea, deixo aqui a minha opinião. Scolari vai falhar em Inglaterra porque é mau treinador e porque o espírito dele não se vai adequar às exigências. Relembro que nos jogos a doer tem acumulado desaires ou empates (Manchester United, Liverpool, Arsenal, Roma, Cluj, Bordéus), tendo sido também eliminado pelo Burnley da Taça da Liga, jogando em casa (afinal não é só Queiróz que facilita em jogos fáceis). Sempre o achei um fraco treinador (apenas destaco o espírito de grupo que incute nas suas equipas) e agora que o vejo no banco dos londrinos confirmo essa impressão. Muitos ficaram impressionados com o seu início de época, como quem diz “olha, afinal o homem até é bom”. Contudo uma época é muito longa e é nos jogos a doer que se vêem os bons treinadores.
Pepe: este Sábado Jorge Valdano escreveu sobre ele na crónica que assina para A Bola. Focou um aspecto de Pepe com o qual não posso estar mais de acordo, disse que ele é fantástico e cheio de atributos notáveis mas que comete falhas em todos os jogos – invariavelmente. Pode fazer uma exibição notável mas é muito raro haver um jogo em que não cometa um deslize de alta gravidade.
Digo o mesmo. Sobretudo desde que saiu do Porto que vemos um Pepe cheio de (exagerada) confiança – será vaidade?, e com aquela mania de “ir a todas”. Irrita-me essa postura até porque se quisermos ver sem entrar naqueles histerismos tão portugueses, é um facto que apesar de ter condições para ser um excelente defesa-central, Pepe abusa da confiança com que encara os lances.

Pavlovic: este jogador sempre me pareceu bastante agressivo e pouco dotado tecnicamente. Dos poucos jogos que tenho visto da Académica parece-me ser um jogador que serve principalmente para dar consistência e força à defesa e meio-campo defensivos da Briosa. Ora neste jogo conseguiu agredir 3 (!!!) vezes o jogador Hulk, passando sempre incólume. Sempre que havia um choque entre os 2 era vê-lo direccionar um cotovelo à cara do brasileiro no meio da confusão. No primeiro lance em que tal aconteceu o livre daí resultante deu origem ao 1º golo do Porto. Crime e Castigo.
Sougou: o que passou pela cabeça do jogador? A entrada sobre Fernando foi mesmo daquelas que nos obriga a desviar o olhar. É sobretudo evidente quando vemos em câmera lenta e vemos Sougou a despir verdadeiramente a meia ao médio do Porto. Arrepiante.
Hulk: este jogador é fantástico. Desde o 1º momento em que o vi com alguma atenção que acho que é um jogador que pode dar muito ao Porto. Uma contratação bem feliz – embora muito questionada ainda hoje devido ao seu valor e proveniência. A palavra que me vem à cabeça é Impressionante. Por tudo, pela força, destreza, aplicação, etc…
Sobre o jogo do Benfica contra o Setúbal (2-2) destaco sobretudo a nomeação de Katsouranis para capitão. Ainda para mais estando Quim em campo. A mim agrada-me pois o grego é dos jogadores que mais gosto de ver jogar no Benfica. Aprecio sobretudo a sua capacidade de aparecer em zona de finalização quando joga no meio-campo. Tem praticamente uma oportunidade de golo por jogo.
Lá por fora reforço 2 ideias que me acompanham desde há muito:
Scolari: agora que está na moda louvar o Sargentão pela sua passagem pela Selecção (principalmente pelas fracas prestações neste início de Carlos Queirós) e pelo início de época em bom nível no Chelsea, deixo aqui a minha opinião. Scolari vai falhar em Inglaterra porque é mau treinador e porque o espírito dele não se vai adequar às exigências. Relembro que nos jogos a doer tem acumulado desaires ou empates (Manchester United, Liverpool, Arsenal, Roma, Cluj, Bordéus), tendo sido também eliminado pelo Burnley da Taça da Liga, jogando em casa (afinal não é só Queiróz que facilita em jogos fáceis). Sempre o achei um fraco treinador (apenas destaco o espírito de grupo que incute nas suas equipas) e agora que o vejo no banco dos londrinos confirmo essa impressão. Muitos ficaram impressionados com o seu início de época, como quem diz “olha, afinal o homem até é bom”. Contudo uma época é muito longa e é nos jogos a doer que se vêem os bons treinadores.
Pepe: este Sábado Jorge Valdano escreveu sobre ele na crónica que assina para A Bola. Focou um aspecto de Pepe com o qual não posso estar mais de acordo, disse que ele é fantástico e cheio de atributos notáveis mas que comete falhas em todos os jogos – invariavelmente. Pode fazer uma exibição notável mas é muito raro haver um jogo em que não cometa um deslize de alta gravidade.
Digo o mesmo. Sobretudo desde que saiu do Porto que vemos um Pepe cheio de (exagerada) confiança – será vaidade?, e com aquela mania de “ir a todas”. Irrita-me essa postura até porque se quisermos ver sem entrar naqueles histerismos tão portugueses, é um facto que apesar de ter condições para ser um excelente defesa-central, Pepe abusa da confiança com que encara os lances.
2 comentários:
mas que grande jornalista desportivo tu me saíste...
engenharia?! oh pá, não me lixes...
aps
nada disso amigo... uma coisa não inviabiliza a outra...
um abraço!
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