Sou desde o início um fã Trio de Ataque (3ª feira à noite na RTP N, com reposição na RTP). De início acompanhava-o aquando da sua transmissão mas nos últimos tempos passei a fazê-lo via online… contingências de ter de acordar cedo.
Existem desde há muito programas dentro deste género. A fórmula parece simples: 3 adeptos dos clubes grandes a dar palpites sobre tudo e mais alguma coisa e 1 jornalista/apresentador que na maior parte dos casos serve apenas como moderador e lançador de temas para a discussão.
Ora no Trio o papel do apresentador sempre teve um estilo bem distinto. Protagonizada por Carlos Daniel, essa tarefa foi sempre desempenhada com uma nota bem elevada. Sendo um excelente jornalista, nunca escondeu o grande gosto pelo Desporto, sobretudo pelo Futebol. Quem não teve a oportunidade de o ver desempenhando essa tarefa perdeu uma verdadeira demonstração de moderação, assertividade, bom senso, discrição, humor, pertinência e por aí fora.
Se o programa foi crescendo e destacando de entre os demais creio que o deve em grande parte ao apresentador. Soube sempre conduzir o programa de modo a que o nível fosse sempre muito alto, fugindo a debates fúteis e questões laterais e sem importância. Fez-se também acompanhar de comentadores e convidados de alto gabarito, paixão (não confundir com facciosismo) e acima de tudo muito “savoir faire”.
Até no programa de despedida protagonizou um momento que mostra bem a sua postura de fuga ao protagonismo. Ao anunciar a despedida fê-lo com elevação, conseguindo disfarçar com muita dificuldade a emoção que estava a sentir e, de seguida, assegurando a transição em pleno programa para o delfim Hugo Gilberto.
O programa não perdeu em qualidade nestas últimas edições. Basta que se siga o modelo anterior para que tudo siga sem grandes sobressaltos e o Trio de Ataque continue a ser o programa de excelência dentro do formato já conhecido.
Já agora um último elogio: ao longo do tempo nunca se conseguiu descortinar qual a simpatia clubística do Carlos Daniel. É conhecida a simpatia pelo Paredes, de onde é natural. Quanto aos 3 grandes, já assumiu que também gosta mais de um deles, no entanto nunca consegui descortinar qual. O meu palpite oscila entre Sporting e Porto, no fundo se tivesse que colocar as minhas fichas diria que acima de tudo ele não é do Benfica (não querendo dizer que ele o demonstra abertamente).
VÍDEOS:
Site do Programa
Programa de Despedida de Carlos Daniel
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