A luta anti-doping atingiu um patamar muito baixo. Bateu no fundo. A legítima luta das entidades desportivas por um desporto mais limpo não pode nem deve servir para que se cometam excessos completamente descabidos.
De entre todos os desportos, um há que se destaca na perseguição a eventuais prevaricadores. O Ciclismo. Passaporte biológico, recolhas antes e depois da competição, obrigatoriedade de comunicar às entidades responsáveis a localização a todo o momento dos atletas (mesmo extra competição), enfim… Sendo umas medidas mais acertadas que outras, creio que há que parar para pensar. O ciclismo teve e contínua a ter casos de doping bastante badalados que afectaram em muito a sua imagem. Daí que se tenham implementado bastantes medidas por forma a que os ciclistas sejam punidos a tempo e horas – isto claro no caso de serem prevaricadores.
No entanto – como acima referi – não se pode fazer tudo nesta luta. A semana passada houve um ciclista (creio que belga) que foi sujeito a controlo fora da competição. O grande problema é que o homem não estava em casa nem de férias. Assistia junto com a sua esposa, família e amigos mais próximos ao velório do seu filho recém-nascido. Momento difícil de enorme dor certamente. Mesmo perante este cenário os controladores exigiram ao ciclista uma amostra da sua urina, sob pena de eventual suspensão caso se recusasse a colaborar.
Inacreditável não é? Quem é que se lembraria de decisão tão macabra? Onde é que ficou o bom-senso no meio disto tudo? Ainda para mais o ciclista em causa nem sequer era suspeito de alguma prática ilícita. Há limites para tudo.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário