Na minha opinião foi um derby fraco, onde se notou mais a vontade de vencer e o profundo conhecimento do papel a desempenhar por cada jogador - neste caso da equipa do Benfica.
Pareceu-me que o que sobressaiu foi um grande querer e solidariedade da equipa do Benfica, ao passo que o Sporting embora tendo mantido sempre maior posse de bola, se mostrou absolutamente inconsistente e sem ideias. Foi um deserto de ideias para os de Alvalade.
O Benfica alinhou quase sempre no que agora se define como transição ofensiva. Era esta a zona de conforto do Benfica. Defender bem, aguerrido, não dando espaço e asfixiando o adversário quando em posse de bola para depois partir para situações de transição/contra-ataque. A diferença, a meu ver, é que neste jogo o Benfica optou por fazer a sua zona de pressão mais atrás, lançando de seguida o ataque procurando preferencialmente Saviola e Aimar para que estes construíssem a partir daí. Foi notório o jogo mais directo dos encarnados logo que de posse de bola. Acontece que foi sempre um jogo directo direccionado, consciente e simples. Esta realidade foi evidente sobretudo ao longo da 1ª parte.
O hino a toda essa simplicidade de processos deu-se no 2º golo de Cardozo. Bola de Roberto, passe de peito e devolução, finalização imediata. Mais simples? Dificil. Esta foi uma daquelas jogadas que se aprende de pequeno e que, quando bem executadas, originam grande satisfação em quem as consegue e consequentemente uma enorme frustração em quem sofre (Paulo Sérgio que o diga).
Individualmente destaco Saviola. Desde o ano passado que acho que ele é, em termos ofensivos e de aproveitamento rápido de situações de transição/ataque um jogador genial como poucos. A sua inteligência e astúcia fazem com que raramente decida mal e que com pequenos detalhes consiga muitas vezes fazer uma enorme diferença. El conejo parece continuar a espalhar classe. Então quando a ele se junta Pablo Aimar tudo aumenta exponencialmente.
O Sporting...
Maniche em campo 90'? Porquê? Sair André Santos no lugar de Maniche pareceu-me claramente um erro. Maniche jogou pouco (ou nada), foi pouco influente e, na realidade, pareceu nunca conseguir alhear-se do ambiente em seu redor. Tal como João Pereira que hoje foi uma sombra do que se esperava dele.
Primeiro ocasião aos 60' por Liedson (sendo que até essa altura o Sporting tinha efectuado zero remates à baliza). Sintomático da ineficácia e falta de imaginação do Sporting. A constante do jogo dos leões foi a troca de bola inofensiva, quase que à espera do momento em que a iriam perder para de seguida correrem em direcção à sua baliza para poder controlar o fogo. Voltando a uma expressão tão em voga hoje em dia: o Sporting foi uma equipa quase que exclusivamente Horizontal e nunca Vertical. Passes assertivos e capazes de provocar desiquilibrio na defesa encarnada foram quase nulos, o que demonstra muio sobre o jogo do Sporting.
Finalmente pergunto o seguinte: como se pode promover seja o que for quando aos 40' já tinham sido assinaladas 29 (!?!) faltas? E os números finais devem ter acentuado essa tendência de paragens sucessivas. Alguém que pense nisso.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
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